Antiga Fábrica de Cerâmica de Montargila
No coração de Algés, ergue-se um edifício cuja história remonta ao final do século XIX. Outrora uma das mais relevantes fábricas de cerâmica da região, a Fábrica de Montargila foi responsável por produzir autênticas obras de arte em azulejaria, contribuindo para o património arquitetónico de Portugal. Com o tempo, e após décadas de abandono, o edifício foi-se degradando, permanecendo esquecido, envolto em silêncios e ruínas.
Foi nesse cenário que nasceu uma nova visão: preservar a sua essência e devolver-lhe propósito. A reabilitação respeitou a traça industrial original, integrando materiais e texturas do passado com a sofisticação do presente. Hoje, este espaço histórico renasceu como a Le Art Clinic — um lugar onde a arte, a medicina e a inovação se encontram para transformar vidas.
A História
A Fábrica de Cerâmica de Montargila foi fundada em 1897 por José Joaquim Almeida Junça, tendo sido remodelada e ampliada em 1906. Dedicava-se à produção de materiais de construção em cerâmica, nomeadamente telha, tijolo e peças decorativas em cerâmica (como azulejos e outros artigos ornamentais). A fábrica manteve atividade até meados da década de 1960, contribuindo para o desenvolvimento industrial local numa era de crescente industrialização dos arredores de Lisboa
Localização
A localização da fábrica, na antiga estrada Algés–Linda-a-Velha, não foi acidental: junto ao complexo existiu uma pedreira a céu aberto destinada à extração de argila, saibro e calcário, matérias-primas abundantes na região e essenciais ao fabrico cerâmico. Após o encerramento da unidade fabril, o conjunto entrou em declínio e degradação progressiva. Em 2012, a antiga fábrica foi incluída no plano municipal de salvaguarda do património construído de Oeiras (Edital nº 361/2012), reconhecendo o seu valor histórico-industrial. Ainda assim, nas décadas que se seguiram, o imóvel permaneceu devoluto, com sinais de ruína cada vez mais evidentes
O edifício principal da fábrica, juntamente com os anexos, foi construído em alvenaria de tijolo vermelho, exibindo a arquitetura industrial típica do início do século XX. A fachada principal, de desenho simples e funcional, apresenta características semelhantes às da Central Tejo (a antiga central elétrica de 1908 em Lisboa, hoje Museu da Eletricidade), nomeadamente no uso expressivo do tijolo e na modularidade das suas fenestrações. Como muitas instalações industriais da época, o complexo dispunha de fornos de cozedura de cerâmica – acesos durante a noite para otimizar a produção – e de infraestruturas de apoio como a citada pedreira de extração de barro nas proximidades. Estes elementos conferem ao conjunto um caráter representativo do património arqueológico industrial do concelho, testemunhando os métodos construtivos e produtivos da viragem do século XIX para o XX.
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